Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

L'amour (NOT)

Quando nos apaixonamos, os primeiros meses são uma verdadeira loucura. Os olhos brilham, as borboletas na barriga, os apertos de estômago, a descoordenação motora, a certeza de que o tempo voa quando estamos com a outra pessoa, mas que está a brincar connosco quando estamos separados...

Na verdade, geralmente o primeiro ano de namoro, sobretudo com alguém que não conhecemos, é um verdadeiro paraíso: há todo um novo mundo para descobrir, uma nova vida, todos os dias uma surpresa, uma coisa nova para saber, um brilho no olhar novo para mostrar.

E é por isso que quando vejo relações com problemas nos primeiros seis meses de  namoro, costumo franzir o sobrolho (um hábito péssimo que tenho). Porque, vejamos: se na altura em que tudo devia ser perfeito surgem problemas, o que acontecerá daí em diante? Porque, sabemos, todas as relações têm problemas e exigem trabalho. [umas mais que outras, é certo].

A questão é que não tenho muita fé em relações que começam logo mal. Em que há traições, deslizes, desentendimentos, falta de paciência, falta de cedências, demasiadas regras, mentiras, faltas de confiança... demasiados 'ses' num tempo em que a única coisa que importa são, precisamente, as borboletas na barriga, os olhares carinhosos e ardentes trocados, os sorrisos e a descoberta de uma outra pessoa na nossa vida. Se isso não chega para o início, como se espera que chegue para tudo o que ainda aí vem...?


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